Quantas vezes a proatividade bem intencionada esbarrou na intransigência do conformismo e dos velhos maus hábitos. “Mas sempre foi feito desta forma … Porque é que haveria de mudar?”. Declarações deste tipo são comuns e, em alguns casos, justificadas.

 

Imagine, por exemplo, o caso de um trabalhador que está há mais de 20 anos na mesma organização. É perfeitamente natural que ele tenha assimilado hábitos e procedimentos que, com o tempo, se tornaram parte da cultura da empresa. É obviamente difícil alterar essas práticas, executadas diariamente ao longo de vários anos.

Mas este é o lado do trabalhador, o seu é diferente. Enquanto gestor terá que zelar pelos bons resultados da empresa e pela manutenção de elevados índices de produtividade. Deverá ser capaz de tomar decisões, por mais difíceis que sejam. É óbvio que o bem-estar dos trabalhadores é importante, mas a empresa tem que melhorar e você sabe porquê e como o fazer.

Mudar?! Agora? Porquê? Os dois cenários mais habituais:

O novato… – Acaba de chegar a uma organização e, cheio de boas intenções, identifica problemas que estão a afetar a produtividade da frota e da empresa. A necessidade de mudar é tão óbvia que propõe algumas alterações. No entanto, aquilo que está a tentar mudar é uma prática diária comum. Ainda não conhece a cultura organizacional, o que poderá criar problemas. Aí terá que levar até ao fim a sua vontade de fazer bem, diferente e melhor.

Só não muda quem não quer ver – Novas informações sobre o comportamento da frota e dos seus motoristas revelam falhas comprometedoras. Aqui o caso muda de figura. Existe um conhecimento prévio dos hábitos da empresa mas o gestor depara-se com aspetos que nunca pensou que pudessem estar a afetar a produtividade e os resultados . No entanto, e perante a realidade apresentada, terá de operar uma mudança.

 

– Fazer porque sempre se fez ou Fazer porque é o mais correto a fazer –

 

É esta diferença que irá alimentar a sua vontade de mudar. Pode ser difícil, sem dúvida, mas se acredita que esse é o caminho certo… avance com determinação e não se esqueça do seguinte:

Para mudar… Um propósito para mudar – Seja com a implementação de uma solução de gestão de frotas por GPS, seja com a introdução de qualquer outra mudança, ninguém gosta de sentir inconsistências entre aquilo em que acredita e aquilo que faz. Ou seja, se os colaboradores não entenderem a razão pela qual estão a alterar procedimentos antigos, a aceitação da mudança será muito mais difícil. Por isso, dizer que é necessário mudar não chega. Os funcionários querem perceber qual é o seu papel neste processo, desde o modo como serão afetados pelas alterações até à importância das suas ações na atividade da empresa.

Não desvalorize a dificuldade do processo – As mudanças têm impactos distintos na vida profissional e pessoal dos colaboradores. Por isso, não desvalorize a dificuldade do processo de mudança. Aqueles 30 minutos adicionais de hora de almoço podem ser facilmente dispensáveis para si, mas para alguns trabalhadores podem ser minutos essenciais para a organização da vida extra-trabalho. Seja sensível ao esforço que cada um faz para se adaptar ao novo sistema.

Reforce, Incentive e Apoie a mudança – Conseguiu! Parabéns. As suas sugestões foram implementadas e o processo já está em andamento. Mas acabou por aqui? Não, obviamente. A partir deste momento os colaboradores vão querer perceber o impacto destas mudanças nos níveis de produtividade. Se deixaram de fazer aquilo que sempre fizeram, é bom que compense. Por isso mostre os resultados e a evolução, relembre-os que uma empresa lucrativa será sempre uma empresa mais sólida, que quer e pode recompensar os trabalhadores pela sua dedicação, nível de compromisso assumido e disponibilidade para mudar, quando em causa está o bem da organização.

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Todas as suas ações serão monitorizadas durante o horário de trabalho, sendo por isso natural que alguns profissionais não se sintam confortáveis com o facto de estarem a ser "vigiados" pela empresa.Tiago-Borges-Diretor-Geral-Da-Inosat-Global-Participou-na-Telematics-Conference-SE-Europe